A Europa não tem escolha se quiser se manter relevante na Ordem Mundial

 


A incapacidade dos Estados Unidos de infligir uma derrota definitiva ao Irã apenas atesta uma coisa – o fim do unipolarismo e o levantar de uma nova ordem mundial tripolar com zonas de influência ainda em definição. Seja lá qual for a teoria geopolítica que os principais atores internacionais – EUA, Rússia e China - estejam colocando em prática, ainda não há nitidez de como ficará essa nova ordem. O que fica nítido aos olhos de todos é apenas a irrelevância da Comunidade Europeia se ela não avançar em sua unificação.


Haveria uma chance para a Europa compor uma espécie de “Ordem Quadripolar” se ela conseguisse avançar em definitivo o aprofundamento de sua integração política, pois, do contrário, não há como pequenos estados dispersos etnicamente competirem com potências globais com suas vastidões de território, recursos materiais e populacionais como têm os três grandes.


Tão pouco a Alemanha, a França ou a Inglaterra sozinhas teriam condições de competir no nível atual, portanto, não há solução viável a União Europeia a não ser a integração total. Com certeza, os estrategas dos três já previram tal fenômeno e tentam minar tal possibilidade. A maior prova disso é o comentário "foda-se a União Europeia" da ex-subsecretária americana, Victoria Nuland em 2014. 


Certamente, a grande parte dos problemas étnicos europeus serão explorados para inibir essa possibilidade, pois nem a Rússia, nem os Estados Unidos e, talvez, nem a China desejam uma Europa forte e unida. 



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